‘Campanha do Silêncio’ encanta e pede adesão de usuários e profissionais do Hospital Metropolitano

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O silêncio é sinônimo de tranquilidade e relaxamento, mas quando se trata de um ambiente hospitalar é ainda mais importante, ele integra o tratamento. Com foco nisto, o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, por meio da Comissão de Humanização, vem promovendo, desde o início de agosto, uma série de ações com o objetivo de orientar sobre a importância de manter o silêncio no ambiente hospitalar, prezando o bem-estar dos pacientes e equipes.

Com o tema “Silêncio: Podemos contar com o seu?”, a campanha utilizou-se de uma linguagem leve e lúdica, trazendo abordagens setoriais com a participação de um mágico, que sem dizer uma única palavra e com um delicado bom humor, circulou pelo hospital interagindo gentilmente com pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.

Luciana Alves, dona de casa, que acompanhou o filho durante a internação, elogiou a iniciativa. “Achei linda a apresentação do mágico, que não disse nada, mas nos fez entender tudo. Se a pessoa tem paz, fica menos estressada e colabora mais com o tratamento. Estamos aqui a quase um mês, e na rotina a gente sente que o ambiente em si já é barulhento devido os equipamentos e o choro de algumas crianças, por isso é importante baixarmos cada vez mais o nosso tom de voz, e procurar fazer o mínimo de barulho possível, porque silêncio também é um remédio para eles”, declarou.

Já a colaboradora Simone Moreira, que trabalha no hospital desde a inauguração (abril, 2018), e atua como técnica de enfermagem há mais de 10 anos, disse que é a primeira vez a ver uma instituição de saúde investir numa ação como esta. “Acho o silêncio muito importante para nós que atuamos numa unidade de saúde, e para que os pacientes possam se recuperar melhor. Essa iniciativa é um estímulo ao respeito e educação, também muito necessária. Vamos aderir e contagiar os demais colegas para que essa cultura se torne sólida em nosso ambiente de trabalho”, enfatizou.

Sensibilizado e motivado à realização da campanha, o diretor geral, Antônio Pedrosa, comemorou os primeiros resultados das ações. “Estamos comprometidos com esse projeto que abrange todos os envolvidos no tratamento dos pacientes. E, já temos visto os resultados. Somos cientes de que a disseminação e adesão é responsabilidade de todos. O nosso desejo é também despertar em outras unidades de saúde a importância da causa, e tornar o ambiente de tratamento mais propício à recuperação dos pacientes”, destacou.

Entre as atividades já realizadas, na última quinta-feira (12), ocorreu uma palestra sobre saúde auditiva, com ministração dos membros da equipe de Fonoaudiologia, abordando a relevância do conforto acústico para pacientes e profissionais de saúde.

Além disto, o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), tem realizado um estudo de “Medições de Ruídos por Áreas”, a fim de verificar e acompanhar a regularidade dos sons nos ambientes, como explicou o gerente do SESMT, Francisco Célio. “Temos realizado esse estudo com base nos valores de referência para unidades hospitalares, conforme a Norma Regulamentadora Brasileira (NBR) 10.152/1987. Mediante os resultados, estamos atuando de forma integrada à Campanha do Silêncio, para nesse primeiro momento, conscientizar os colaboradores, quanto a necessidade de respeito a norma. Seguiremos com os estudos até posteriori à Campanha. Estamos entusiasmados com os resultados”, afirmou.

As atividades da “Campanha do Silêncio” do Hospital Metropolitano, seguem até o fim de agosto. Segundo a assessora de Comunicação e integrante da Comissão de Humanização, Mayara Dantas, está sendo montado pela equipe uma mostra fotográfica dos colaboradores sinalizando pedido de silêncio, que será expandido para as redes sociais. “A frase que norteia o tema da nossa campanha: ‘Silêncio: podemos contar com seu?’ já traz um convite à adesão e conscientização, por isso buscamos integrar os nossos profissionais a esse chamamento ao respeito e empatia. Nos setores assistenciais e administrativos nos quais temos realizado orientações verbais, fazemos o registro dos colaboradores, que irão compor nosso painel da mostra fotográfica. Também disponibilizaremos o arquivo digital para os participantes, com intuito de compartilhamento nas redes sociais. Além disto, temos desenvolvido uma cartilha com orientações sobre a importância do silêncio no ambiente hospitalar, que estará disponível no site da instituição, até o fim do mês: http://www.hospitalmetropolitano.pb.gov.br”, discorreu.

  • Recomendações: A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os níveis de som dentro de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), por exemplo, não devem ser maiores que 35 dB (decibéis). Para se ter uma ideia, um telefone tocando chega a 65 dB e conversas a 62 dB.

  • Pacientes: Para os pacientes, o alto nível de ruídos prejudica as defesas do organismo, causa ansiedade, acelera os batimentos cardíacos, gera cansaço, insônia, diminui a resistência à dor e prejudica o equilíbrio psicológico.

  • Profissionais de saúde: o ruído excessivo aumenta os riscos ocupacionais, compromete o desempenho das atividades, reduz os níveis de concentração e gera um ambiente tenso e estressante. Sendo assim, cada um pode colaborar para reduzir os sons no ambiente hospitalar.

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