Equipe do Hospital Metropolitano celebra alta de bebê cardiopata internado há 9 meses

 em Cirurgia Cardíaca, Humanização, Humanização Hospitalar, Notícias

“Grandes lutas são dadas para grandes guerreiros”. Assim ficou definida a história do pequeno Davi Medeiros, que aos 27 dias de vida, chegou ao Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, regulado da maternidade de Patos, para tratar uma cardiopatia congênita complexa, permaneceu sob os cuidados da equipe por mais de nove meses. A alta hospitalar ocorrida na última sexta-feira (17), foi um momento de grande emoção para os familiares e profissionais da instituição.

A médica intensivista e coordenadora da UTI Pediátrica, Elicleyde Batista, explicou sobre tipo da cardiopatia e a sua alta taxa de mortalidade, ressaltando que todos os cuidados necessários na assistência, foram tomados. “Davi é um paciente que tem um tipo de cardiopatia complexa. Foi diagnosticado ao nascer, com uma Atresia Pulmonar (defeito cardíaco caracterizado pela má formação da valva pulmonar) e uma Atresia Tricúspide (a ausência de uma das válvulas do coração). Foi necessário realizarmos alguns procedimentos cirúrgicos, e acompanhá-lo neste período. Após a análise, é com imensa alegria que a nossa equipe concede alta a Davi, saindo respirando em ar ambiente, e com melhora do seu quadro clínico. Vencemos juntos” declarou emocionada a médica responsável.

Durante todo o período de internação, a mãe, Thaise Medeiros, revela ter encontrado no Hospital Metropolitano, uma família, referindo-se aos profissionais como anjos. “Cheguei aqui muito angustiada, sem entender bem o que o meu filho tinha, mas aprendi muito com os médicos que pacientemente conversavam comigo, também os enfermeiros e técnicos que nos acompanharam na UTI. Não foram dias fáceis, mas tinha toda uma equipe de profissionais nos ajudando no que precisávamos, desde o pessoal da recepção, à higienização, cozinha, assistentes sociais, psicólogos, nutricionista, enfim, todos mesmo, agindo como se fossem anjos” declarou Thaise, minutos antes da alta.

E por falar em nutricionistas, sem dúvidas um momento que marcou a vida destas profissionais e também dos pais de Davi, foi o batismo, ocorrido em fevereiro deste ano na UTI Pediátrica. “Após sofrer uma parada cardíaca, os médicos tentaram reanimar Davi por longos minutos. Através do esforço da equipe e também pela atuação divina, ele retornou à vida” afirmou a nutricionista Lucilene Muniz, uma das responsáveis pelo Batismo de Davi na UTI Pediátrica.

A partir desse momento, Thaise decidiu batizá-lo. “Eu já havia feito o convite antes, então ela me pediu para conseguir um padre, e assim fizemos. Com a autorização da direção do Hospital, convidamos o Padre José Romualdo, da Paróquia Nossa Senhora do Livramento em Santa Rita, e ele prontamente nos atendeu e realizou o batismo em fevereiro deste ano”, acrescentou a nutricionista Emília Evaristo, que na ocasião foi convidada para ser madrinha de Davi.

Laços de amizade foram criados ao longo da trajetória de mãe e filho na unidade hospitalar. O envolvimento dos profissionais de saúde, foram além da técnica, características permanente da instituição, como ressalta o diretor-geral, Antônio Pedrosa. “Humanização é a nossa marca. Dispomos de tratamentos com altos recursos tecnológicos, recursos humanos extremamente especializados, médicos com renome regional, nacional e internacional, mas tudo isso revestido por um abraço de humanidade”, expressou o diretor-geral, acrescentando que o tratamento complexo de Cardiopediatria, ganhará um novo capítulo na Paraíba, com a habilitação para transplante cardíaco adulto e pediátrico, na unidade de saúde.

Envolto pelo sentimento de vitória, profissionais de diversas áreas de atuação do Hospital, aplaudiram calorosamente mãe e filho, na saída para casa. A emoção tomou conta de todos os presentes, e foi impossível conter as lágrimas. Thaise Medeiros, teceu mais palavras de agradecimento e deixou uma mensagem para todas as mães. “Graças ao trabalho de vocês poderei reunir toda minha família, o irmão gêmeo de Davi, que está em casa, minha filha mais velha e meu esposo. Eu peço que não parem nessa missão, assim como eu, outras mães e outras vidas precisam de vocês. E se você é mãe, não perca a fé. A chance do meu filho viver era de 1%, mas eu tive 99% de fé, e hoje saímos vitoriosos. A luta não acabou, mas vencer essa batalha já renovou as minhas forças para continuar. Acreditem, tenham fé”, concluiu emocionada.

Postagens Recentes