Laboratório de Tecnologia Assistiva do Hospital Metropolitano confecciona órtese para paciente

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“Meu filho ganhou um presente. É assim que posso definir. Vejo ele ganhando todos os dias mais qualidade de vida aqui”. Com essas palavras, Adriana da Costa, expressou a alegria e emoção de ver o filho, tetraplégico com comprometimentos funcionais, receber da equipe de Terapia Ocupacional, do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, a órtese, que o auxiliará na prevenção de deformidades articulares.

O dispositivo foi confeccionado sob medida e têm por função possibilitar a manutenção das funções motoras do adolescente. “Além desses aspectos, utilizamos deste recurso para prevenir deformidades e reduzir a dor, com isso, propiciar melhor qualidade de vida e dignidade. Coletamos as medidas antropométricas e utilizamos de material termoplástico de alta temperatura para melhor higienização e durabilidade da órtese”, explicou, Wendy Chrystyan, terapeuta ocupacional e responsável pela confecção da órtese.

Segundo Cecilia Silvestre, terapeuta ocupacional, o tratamento oferecido pela T.O é voltado para a recuperação funcional, sendo a confecção de órtese um dos procedimentos realizados pela equipe. “Identificamos a necessidade desse paciente e buscamos auxiliá-lo na realização das suas atividades de vida diária. Essa é a primeira órtese que produzimos no nosso Laboratório de Tecnologia Assistiva, e estamos felizes com o resultado”, pontuou.

No momento da entrega, Adriana da Costa, mãe do beneficiado, emocionada, agradeceu. “Me sinto muito feliz porque não sabia que tinha esse tipo de material aqui no Metropolitano, que seria feito e entregue gratuitamente. Eu pensava que teria que comprar. Me sinto acolhida por todos os profissionais que cuidam e gostam do meu filho, principalmente os médicos, psicólogos, T.O e técnicas” disse, mencionando a alegria diária do filho com as atividades desenvolvidas pelas profissionais.

O Laboratório de Tecnologia Assistiva, do Metropolitano, foi criado este ano e já beneficiou mais de 150 pacientes, além dos profissionais de saúde. “Adaptamos utensílios como pratos, copos e talheres, que auxiliam no tratamento e na independência dos nossos pacientes na realização de suas atividades cotidianas, durante a internação e após sua alta hospitalar, tudo é feito de acordo com as necessidades de cada um. Produzimos também, com baixo custo, através do laboratório, protetores faciais (faceshield), utilizadas na proteção dos profissionais que atuaram no combate ao novo coronavírus”, citou a coordenadora da Terapia Ocupacional, Renata Gomes.

Para o diretor assistencial do Hospital Metropolitano, Gilberto Teodozio, a iniciativa inspira outros hospitais. “Por trabalhar com materiais mais acessíveis e pelo impacto positivo no processo de reabilitação dos pacientes, já fomos contactados, por outras unidades de saúde, e ficamos orgulhosos e temos prazer em compartilhar as nossas técnicas, em que o beneficiado de tudo é o paciente”, disse.

“O Laboratório de Tecnologia Assistiva, vem cumprindo uma brilhante missão, e nós, como instituição, a nossa também, que é promover qualidade de vida aos nossos assistidos”, concluiu o diretor geral, Antônio Pedrosa.

A órtese – mecanismo aplicado na parte externa do corpo – possui a função de auxiliar, alinhar, prevenir e corrigir deformidades ou apoiar uma parte do corpo que esteja em processo de reabilitação, recuperação física e funcional dos membros superiores e inferiores.

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