Alta emocionante marca trajetória de acolhimento em cuidados paliativos no Hospital Metropolitano
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires registrou, na última quinta-feira (27), um momento carregado de emoção e significado: a alta do paciente João Augusto, conhecido como Johnny, que estava sob Cuidados Paliativos. Após três meses de internação, a equipe multiprofissional concluiu que o melhor caminho seria o retorno ao lar, onde ele poderá receber cuidado, carinho e o acolhimento da família.
Para a esposa, Thelma, que acompanhou cada etapa da internação, o período no Hospital Metropolitano foi marcado por acolhimento e humanização. “Eu vim para João Pessoa em busca de qualidade de vida e posso dizer que estou no melhor lugar do mundo. Fomos acolhidos de forma humanizada. A equipe fez dos meus dias mais difíceis dias fáceis e alegres”, contou.
Em um relato emocionado, ela destacou a excelência estrutural e humana do hospital. “Eu já estive em hospitais nos Estados Unidos e tive planos de saúde muito bons, mas nada se compara ao que recebemos aqui, em acolhimento, estrutura, medicação, cuidado. Até os lençóis, branquinhos e quentinhos, me chamavam atenção. Eu me senti confortável, cuidada, acolhida. Eu nem queria ir para casa”, afirmou Thelma, em agradecimento à direção, à toda equipe multiprofissional que acompanhou de perto a evolução do caso.
Alta com foco na dignidade e no conforto
De acordo com Ingrid Vilar, coordenadora da Enfermaria Clínica, a alta de João foi resultado de um trabalho conjunto entre a equipe paliativista, a coordenação de enfermagem e os profissionais de diversas áreas.
“Essa alta foi construída em equipe. O objetivo foi proporcionar a ele o cuidado paliativo em casa, onde poderia estar cercado pelo amor da família, já que não havia mais indicação de intervenções hospitalares. O que estava sendo realizado aqui eram medidas proporcionais de conforto”, explicou.
A gestora reforça que, embora não tenha havido melhora clínica, a alta representa a possibilidade de um cuidado mais acolhedor e adequado ao momento de vida do paciente.
“A equipe recebeu esse processo com alegria, por saber que ele terá a oportunidade de viver esse período junto da família. Todas as orientações foram feitas pela equipe multiprofissional — fonoaudiólogos, fisioterapeutas, enfermagem e médicos — para garantir um cuidado seguro em casa”, relatou Ingrid.
Segundo ela, o Hospital Metropolitano atua com empatia em todos os casos de paliação, oferecendo conforto e orientando sobre cuidados domiciliares ou encaminhamentos para unidades especializadas, quando necessário.
A psicóloga Vaneide Delmiro, integrante da Comissão de Cuidados Paliativos do Metropolitano, destacou que o suporte emocional é essencial na evolução clínica e no bem-estar dos pacientes em paliação.
“O apoio emocional reduz a ansiedade e a depressão, e ajuda tanto o paciente quanto a família a enfrentar o medo e a tristeza que acompanham doenças ameaçadoras de vida. A escuta ativa, o envolvimento dos familiares e as intervenções da equipe contribuem para uma experiência mais digna e significativa”, afirmou.
No caso de João Augusto, a psicóloga explica que a intervenção foi voltada principalmente para os familiares. “Pela condição clínica, não foi possível realizar atendimento direto com ele. Mas trabalhamos intensamente com os cuidadores, auxiliando na compreensão do processo, nas tomadas de decisão e oferecendo suporte para lidar com ansiedade, estresse, exaustão e luto antecipatório”, detalhou.
Para a equipe, ela afirma, o caso foi marcante. “É um processo que evidencia a potência do trabalho colaborativo e a importância da comunicação com a família. Cada etapa oferece aprendizados que reforçam a necessidade de um cuidado centrado na pessoa e na humanização”, ressaltou.
A alta de João Augusto simboliza o compromisso do Hospital Metropolitano com o cuidado integral, o respeito aos valores de vida de cada paciente e o acolhimento às famílias.
Ao deixar o hospital, Thelma carregava consigo não só o marido, mas também uma certeza: a de que encontrou, na unidade, o cuidado mais humano possível. “Eu vou para casa com o coração aberto, porque sei que aqui recebi o melhor”, disse.

