Dia Roxo: Hospital Metropolitano oferece diagnóstico e tratamento especializado para epilepsia na Paraíba

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No dia 26 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre a Pessoa com Epilepsia, conhecido como Dia Roxo, o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), em Santa Rita, destaca os serviços oferecidos para diagnóstico e tratamento da doença. A unidade integra a rede estadual de saúde e é gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), sendo referência em neurologia na Paraíba, inclusive no acompanhamento de casos mais complexos de epilepsia.

O que é epilepsia e como identificar

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por alterações na atividade elétrica do cérebro, que provocam crises epilépticas. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos que podem permanecer localizados ou se espalhar.

As crises podem ser motoras, como as convulsões com perda de consciência e movimentos involuntários, ou não motoras, que incluem ausência momentânea, alterações sensoriais, comportamentais ou sintomas psíquicos, como medos repentinos.

O diagnóstico é feito quando a pessoa apresenta pelo menos duas crises convulsivas com intervalo superior a 24 horas, ou uma crise associada a fatores de risco identificados em exames, como alterações em imagens cerebrais ou no eletroencefalograma.

Diagnóstico e tratamento na rede pública

O diagnóstico da epilepsia é baseado na avaliação clínica e em exames complementares. O eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral, enquanto a ressonância magnética de crânio permite identificar possíveis alterações estruturais.

O tratamento é realizado principalmente com medicamentos antiepilépticos, que conseguem controlar as crises em cerca de 70% dos casos. Nos casos em que não há resposta adequada à medicação, pode ser necessária avaliação para tratamento cirúrgico.

Atendimento especializado no Hospital Metropolitano

O Hospital Metropolitano oferece uma linha de cuidado completa para pacientes com epilepsia. Entre os serviços disponíveis estão exames como eletroencefalograma, ressonância magnética de crânio e vídeo eletroencefalograma, tecnologia ainda pouco disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde 2024, o ambulatório da unidade passou a contar com um serviço específico para pacientes com epilepsia de difícil controle, quando as crises não são controladas com medicamentos.

“Devido a essa alta demanda, vimos a necessidade de implantar o serviço específico para os pacientes de difícil controle, em que juntamente com os neurocirurgiões, que também estão identificando alguns casos, possamos fazer uma avaliação mais aprofundada e ver quais são os elegíveis para cirurgia”, explicou a neurologista Daiane Pereira.

Atualmente, cerca de 90 pacientes são atendidos mensalmente no ambulatório, sendo aproximadamente 30 diagnosticados com epilepsia de difícil controle e acompanhados de forma conjunta por neurologistas e neurocirurgiões.

Combate ao preconceito e importância do Dia Roxo

Mesmo sendo uma condição comum, a epilepsia ainda é cercada por desinformação e estigmas sociais. O Dia Roxo chama atenção para a importância da conscientização e do acesso à informação adequada.

“Existe uma estigmatização das pessoas com epilepsia e elas ficam muito tristes, com vergonha, sem querer sair de casa e muito limitadas justamente pela falta de informação, tratamento adequado e orientação. Então o Dia Roxo é muito importante para essa desmistificação”, ressaltou a neurologista Daiane Pereira.

Como agir durante uma crise convulsiva

Durante uma crise convulsiva, é fundamental manter a calma e adotar medidas simples de proteção. A orientação é colocar a pessoa deitada de lado, evitando o engasgo com saliva ou secreções, além de proteger a cabeça contra impactos.

Não se deve tentar segurar a língua ou colocar objetos na boca do paciente, pois há risco de lesões. Após a crise, é importante acolher a pessoa, explicar o que aconteceu e garantir que ela esteja em segurança.

Como acessar o serviço

Para ter acesso ao ambulatório do Hospital Metropolitano, o paciente deve procurar inicialmente uma unidade de saúde em seu município. Após o primeiro atendimento, será emitida uma Autorização de Procedimentos Ambulatoriais (APAC), que deve ser encaminhada à regulação municipal.

A solicitação é então enviada à regulação estadual, responsável pelo agendamento da consulta no ambulatório da unidade.

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