Hospital Metropolitano celebra 8 anos com evento comemorativo e destaque para avanços na saúde pública da Paraíba
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), localizado em Santa Rita, celebrou nesta quarta-feira (15) seus oito anos de funcionamento com um evento comemorativo realizado na recepção da unidade. A solenidade destacou a trajetória do hospital como referência em alta complexidade na Paraíba, especialmente nas áreas de cardiologia e neurologia, e reforçou a importância do serviço para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A programação teve início com a apresentação da Banda Musical da Polícia Militar da Paraíba, conduzida pelo Major PM Jerson, seguida pela exibição do vídeo institucional “Hospital Metropolitano: 8 anos de história”, que reuniu marcos importantes da unidade desde sua inauguração, em 4 de abril de 2018.
Ao longo de sua trajetória, o hospital tem desempenhado papel estratégico na assistência à população paraibana. Em oito anos, já foram realizados quase 90 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 18 mil cirurgias, com destaque para procedimentos de alta complexidade em cardiologia e neurologia. Esses números evidenciam a relevância da unidade na redução de filas e no acesso a tratamentos especializados pelo SUS.
Na área cirúrgica, o hospital acumulou quase 4 mil cirurgias cardiológicas em adultos e mais de 9,5 mil procedimentos neurológicos, além de intervenções pediátricas e implantes de marcapasso. A estrutura e a qualificação das equipes contribuíram para consolidar o hospital como centro de referência, inclusive para pacientes de outros estados.
Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi o depoimento de Willis Evangelista, primeiro paciente transplantado de coração 100% SUS na Paraíba, no Hospital Metropolitano. Para ele, a unidade representa esperança e transformação na vida de muitos pacientes.
“O Hospital Metropolitano, hoje, com oito anos, é referência para a Paraíba e outros estados, pois muita gente vem para cá. Nós temos um recurso grande em equipamento e em profissionais capacitados. Tem quatro anos que fiz o transplante e digo: seja um doador, nunca pensei OK precisar de um órgão e esse hospital tem uma importância tremenda nessa história. Zeramos a fila de transplante em 2025, só tenho a agradecer a quem doou meu coração e também a essa unidade”, disse.
Para Mário Toscano, gestor de educação permanente do hospital e um dos responsáveis pela concepção do modelo assistencial, a criação da unidade respondeu a uma necessidade histórica da saúde pública estadual.
“É de uma importância muito grande para a assistência de saúde do estado da Paraíba. Nós verificamos que existia um vazio assistencial, não tinha qualquer unidade que prestasse assistência de alta complexidade em cardiologia e neurologia. Os pacientes que necessitavam, infartados, com AVC, não tinham possibilidade de assistência adequada. Oito anos depois, temos o hospital coordenando o Coração Paraibano, salvando milhares de vidas, em uma mega rede de apoio assistencial que conta com dezenas de ambulâncias e duas aeronaves dedicadas a esse cuidado.”
Para o secretário executivo de Saúde da Paraíba, André Pinto, o hospital representa um avanço decisivo na assistência à população.
“O Hospital Metropolitano é o hospital que traz mais orgulho para o paraibano. Antes da inauguração, eu era diretor hospitalar, na época, e quando chegavam pacientes neurológicos ou cardiológicos, era muito difícil. Hoje, a gente sabe que tem esse porto seguro que é o Metropolitano, e cada dia mais ele vai estar melhor e salvando mais vidas.”
Já o diretor superintendente da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), Cícero Ludgero, destacou os resultados alcançados pela unidade ao longo dos anos.
“Celebrar oito anos do Hospital Metropolitano é celebrar a evolução da saúde pública, do SUS, na Paraíba. Neste período, o hospital realizou mais de 90 mil atendimentos e mais de 18 mil cirurgias. Tivemos o primeiro transplante cardíaco 100% SUS da Paraíba e o primeiro transplante cardíaco pediátrico. Hoje, só dois hospitais públicos do Nordeste são habilitados para fazer esse tipo de cirurgia. Antes as nossas crianças precisavam ir para outros estados, hoje a gente recebe crianças de outros estados. Somos exemplo. É o SUS que o paraibano precisa, o SUS que a Secretaria de Saúde e a PB Saúde dão aos paraibanos”, completou.
A mesa cerimonial do evento contou ainda com a presença de autoridades e gestores da saúde, como o diretor técnico Matheus Agra, a diretora geral Louise Nathalie e a diretora de Atenção à Saúde da PB Saúde, Ilara Nóbrega. A programação foi encerrada com a entrega de certificados e brindes, seguida de um coffee break para os participantes.



